sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Morcelas e pedagogia
Este post já foi publicado no “Café Modego”. Publico-a sem autorização do gestor.
Um amigo meu regressou hoje à Guarda, por breves horas. Viveu na cidade durante vários anos mais há mais de uma década que se mudou para Lisboa, onde tem desempenhado várias tarefas com dedicação, entusiasmo e grande visibilidade. Hoje veio no comboio da manhã e regressou no da tarde.
Para além de afazeres simbólicos teve ainda tempo para me dar bons conselhos (que eu não acatarei, por ser teimoso) de administração de boa imagem e de bom silêncio. Mas o que interessa a esta pequena crónica foi o que a mulher (que é estrangeira) lhe disse em Lisboa:
- Não te esqueças das morcelas!
"Não te esqueças de trazer nmorcelas", já que ele vinha à Guarda. E ele assim fez: entre as duas sessões de conversa pedagógica que teve comigo lá foi ao Mercado comprar morcelas. No talho do "Pirezas", segundo me contou.
Fui levá-lo ao comboio. Numa mão, a mala do computador e na outra um saco de plástico branco cheio de morcelas. A pedido da mulher, que é de um país tão asséptico que eu jamais imaginaria que ali nascesse alguém que gostasse de sangue com pão.
Um amigo meu regressou hoje à Guarda, por breves horas. Viveu na cidade durante vários anos mais há mais de uma década que se mudou para Lisboa, onde tem desempenhado várias tarefas com dedicação, entusiasmo e grande visibilidade. Hoje veio no comboio da manhã e regressou no da tarde.
Para além de afazeres simbólicos teve ainda tempo para me dar bons conselhos (que eu não acatarei, por ser teimoso) de administração de boa imagem e de bom silêncio. Mas o que interessa a esta pequena crónica foi o que a mulher (que é estrangeira) lhe disse em Lisboa:
- Não te esqueças das morcelas!
"Não te esqueças de trazer nmorcelas", já que ele vinha à Guarda. E ele assim fez: entre as duas sessões de conversa pedagógica que teve comigo lá foi ao Mercado comprar morcelas. No talho do "Pirezas", segundo me contou.
Fui levá-lo ao comboio. Numa mão, a mala do computador e na outra um saco de plástico branco cheio de morcelas. A pedido da mulher, que é de um país tão asséptico que eu jamais imaginaria que ali nascesse alguém que gostasse de sangue com pão.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Comer Morcela no Porto
Se passar pelo Porto e for amante de Morcela experimente:
Restaurante MESA
Rua Domingos Brandão 74, 4º - Porto
“Tempura de morcela com mel e cebolada tradicional (6 Euros): a massa do enchido envolvida no polme e frita em forma esférica, maçã intrometida na cebolada, nada a opor”.
José Quitério, expresso, Única, 18 de Setembro de 2010
Restaurante MESA
Rua Domingos Brandão 74, 4º - Porto
“Tempura de morcela com mel e cebolada tradicional (6 Euros): a massa do enchido envolvida no polme e frita em forma esférica, maçã intrometida na cebolada, nada a opor”.
José Quitério, expresso, Única, 18 de Setembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Chouriçada “Ao Modo” de Saramago
Chega o Frio, os porcos estão cevados, é altura das matanças e as morcelas caseiras frescas estão quase prontas para comer, está na hora de reiniciar a “Morcela da Guarda”.
Fica bem recomeçar um texto de José Saramago nas suas “Viagem a Portugal”
“ … e é noite quando chega à Guarda. Jantará. E como nem só de castelos vive o homem nem das lágrimas que lá lhe subiram aos olhos, nem nas responsabilidades de ser arco ou ponte de passagem entre passado e futuro, aqui deixa registo da opulenta Chouriçada à Moda da Guarda que comeu. Embora com um protesto e um voto: que esta Chouriçada passe a ser conhecida e declarada Ao Modo da Guarda, como em português de gente portuguesa se deve dizer”.
Nota: A Chouriçada Ao Modo da Guarda já não pode ser comida no restaurante onde Saramago a comeu. O Hotel Turismo da Guarda encerrou para futuras obras e oxalá que a Escola de Hotelaria ensine a cozinhar a Chouriçada Ao Modo da Guarda.
Fica bem recomeçar um texto de José Saramago nas suas “Viagem a Portugal”
“ … e é noite quando chega à Guarda. Jantará. E como nem só de castelos vive o homem nem das lágrimas que lá lhe subiram aos olhos, nem nas responsabilidades de ser arco ou ponte de passagem entre passado e futuro, aqui deixa registo da opulenta Chouriçada à Moda da Guarda que comeu. Embora com um protesto e um voto: que esta Chouriçada passe a ser conhecida e declarada Ao Modo da Guarda, como em português de gente portuguesa se deve dizer”.
Nota: A Chouriçada Ao Modo da Guarda já não pode ser comida no restaurante onde Saramago a comeu. O Hotel Turismo da Guarda encerrou para futuras obras e oxalá que a Escola de Hotelaria ensine a cozinhar a Chouriçada Ao Modo da Guarda.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Viva a Morcela!
Com a devida vénia, mas sem autorização, transcrevo um texto de Américo Rodrigues, publicado no Blogue Café Mondego e no jornal da Associação Activa da Castanheira
Há tempos escrevi este texto, a pedido do jornal da Castanheira. Em louvor da morcela:
"O anjo é da Guarda. O ar da Guarda é o melhor de Portugal. Mas a morcela da Guarda é a melhor do Mundo. Todos sabemos disto há muito. Só que, censurados à nascença, não falamos do que nos dá prazer e a morcela da Guarda é fonte de grande fruição gustativa. Eu só de dizer isto já estou a salivar. No fundo, gostamos de sangue. De porco, claro. E do pão nosso cada dia. E de cominhos. E de grelos, pois acompanhamos a morcela tostada com um fio de azeite e grelos viçosos.
Gostamos de morcela e não nos devemos envergonhar disso. Alambazamo-nos com ela, contra todas as recomendações médicas. Mas que se lixe: festa é festa! Agarramo-nos à tripa cheia de sangue e pão - a que chamamos morcela - e transfiguramo-nos. A morcela faz-nos bem à alma (que é um animal de bom gosto!). Dá-nos alegria e isso nos tempos que correm é uma grande… alegria! Não tenhamos, pois, reservas contra a morcela da Guarda. Ela é única, ela é uma peça de arte gastronómica.
Temos que dizer isto a toda a gente: a morcela guardense é a melhor que há. Nalguma coisa havíamos de ser os melhores. Pois bem, somos os melhores a fazer e a comer morcelas. Mas não podemos desfrutar deste privilégio como se vivêssemos em clandestinidade. Não sejamos egoístas e demos conhecimento ao Mundo de que a nossa morcela é património por classificar. É sabor de interesse público. Crie-se, então, uma confraria para proteger e divulgar a morcela da Guarda. Se a confraria der muito trabalho (eu prefiro comer) arranje-se um clube de amigos da morcela ou outra colectividade qualquer. Cultural, pois é de cultura que falamos.
A morcela deve ser acompanhada por bom vinho tinto, dos grelos já falei. De preferência, comamos a morcela acompanhados de amigos. A morcela (ou será o vinho?) aproxima as pessoas. Aproximemo-nos uns dos outros. Façamos festas a pretexto de uma boa morcela.
Viva a morcela da Guarda e arredores! Comedores de morcela, uni-vos!"
Há tempos escrevi este texto, a pedido do jornal da Castanheira. Em louvor da morcela:
"O anjo é da Guarda. O ar da Guarda é o melhor de Portugal. Mas a morcela da Guarda é a melhor do Mundo. Todos sabemos disto há muito. Só que, censurados à nascença, não falamos do que nos dá prazer e a morcela da Guarda é fonte de grande fruição gustativa. Eu só de dizer isto já estou a salivar. No fundo, gostamos de sangue. De porco, claro. E do pão nosso cada dia. E de cominhos. E de grelos, pois acompanhamos a morcela tostada com um fio de azeite e grelos viçosos.
Gostamos de morcela e não nos devemos envergonhar disso. Alambazamo-nos com ela, contra todas as recomendações médicas. Mas que se lixe: festa é festa! Agarramo-nos à tripa cheia de sangue e pão - a que chamamos morcela - e transfiguramo-nos. A morcela faz-nos bem à alma (que é um animal de bom gosto!). Dá-nos alegria e isso nos tempos que correm é uma grande… alegria! Não tenhamos, pois, reservas contra a morcela da Guarda. Ela é única, ela é uma peça de arte gastronómica.
Temos que dizer isto a toda a gente: a morcela guardense é a melhor que há. Nalguma coisa havíamos de ser os melhores. Pois bem, somos os melhores a fazer e a comer morcelas. Mas não podemos desfrutar deste privilégio como se vivêssemos em clandestinidade. Não sejamos egoístas e demos conhecimento ao Mundo de que a nossa morcela é património por classificar. É sabor de interesse público. Crie-se, então, uma confraria para proteger e divulgar a morcela da Guarda. Se a confraria der muito trabalho (eu prefiro comer) arranje-se um clube de amigos da morcela ou outra colectividade qualquer. Cultural, pois é de cultura que falamos.
A morcela deve ser acompanhada por bom vinho tinto, dos grelos já falei. De preferência, comamos a morcela acompanhados de amigos. A morcela (ou será o vinho?) aproxima as pessoas. Aproximemo-nos uns dos outros. Façamos festas a pretexto de uma boa morcela.
Viva a morcela da Guarda e arredores! Comedores de morcela, uni-vos!"
domingo, 11 de abril de 2010
Morcela de Arroz de Mira de Aire
Na sexta-feira passada tomei conhecimento através do programa "Portugal em Directo" da RTP1, que em Mera de Aire existe a Confraria da Morcela de Arroz de Mira de Aire.
Não têm página na Internet, qualquer dia podemos começar a trocar morcelas.
Não têm página na Internet, qualquer dia podemos começar a trocar morcelas.
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